Roda Gigante

Djavan

Aos 70 anos no auge de seu vigor criativo, Djavan traz a São José dos Campos, seu novo show “Vesúvio” que marca o lançamento do 24º disco do artista, que, segundo ele, é um álbum pop para que a mensagem chegue com mais fluidez ao público, neste período nebuloso de incertezas no país e no mundo. No set list canções como “Com Mais
Ninguém”, “Eu Te Devoro”e clássicos como “Esquinas”. O cenário conta com projeções coloridas e figuras geométricas além de uma imensa faixa dourada que flutua no fundo do palco durante a nova e lindíssima canção “Vesúvio” – fazendo alusão à letra que
cita uma “onda de ouro”.

Em “Orquídea”, é a paixão pelas flores que o músico explicita ao dar voz a um sambinha criado com uma sequência de nomes científicos pescados no próprio orquidário Com um projeto desafiador e inédito, Djavan afirmou que buscou novas motivações para fazer música pop nesse novo trabalho. “Eu quis fazer um disco pop também pelo momento em que estamos vivendo, nebuloso, de tanta incerteza no país e no mundo. Queria que a minha mensagem musical chegasse com mais facilidade, com mais fluidez, cristalina”, explicou o artista. A banda é composta por João Castilho (guitarra), Arthur de Palla (baixista), Felipe Alves (baterista), Paulo Calasans (pianista) e Renato Fonseca (pianista). O espetáculo é assinado do próprio compositor, tem cenário de Suzane Queiroz, projeto de luz de Binho Schaefer e figurino de Roberta Stamato.

Quando: 11 de Outubro de 2019, às 21h
Onde: Luso Brasileiro – S.J. do Campos
Ingressos: www.alphatickets.com.br

 

Cinema | Hebe – A Estrela do Brasil, de Maurício Farias

Hebe Camargo (Andréa Beltrão) se consagrou como uma das apresentadoras mais emblemáticas da televisão brasileira. Nascida em Taubaté, em nossa RMVale, em toda sua trajetória artística passou por diversas mudanças ao longo dos anos, mas foi durante a  década de 80, no período de transição da ditadura para a democracia, que Hebe, ao 60 anos, tomou uma decisão importante. A apresentadora passou a controlar a própria carreira e aceita correr o risco de perder tudo que conquistou na vida por uma condição: quer o direito de ser ela mesma na frente das câmeras, dona de sua voz e única autora de sua própria história. Entre o brilho da vida pública e a escuridão da dor privada, Hebe enfrenta o preconceito, o machismo, o marido ciumento, os chefes poderosos e a ditadura militar para se tornar a mais autêntica e mais querida celebridade da história da nossa TV: uma personagem extraordinária, com dramas comuns a qualquer um de seus milhões de fãs.

 

Música | Deslizando na Canção, Marcos Lessa

Uma das mais aplaudidas vozes da nova cena brasileira, o cantor e compositor Marcos Lessa lança álbum produzido pelo ícone da MPB, Roberto Menescal. Lessa, cantor e compositor cearense ganhou notoriedade no programa “The Voice Brasil”. Aos 81 anos, o mestre da bossa nova Roberto Menescal fez do novo disco uma celebração do seu modo de viver a música, além de um convite para que público possa conhecer e reconhecer o talento do jovem Marcos Lessa. No CD obras de compositores como Evaldo Gouveia e Paulo César Pinheiro, na inédita “Lembranças de amor”, João Donato e Marcos Valle, “Entardecendo”, João Donato e Cazuza, “Doralinda”, além da tabelinha de Menescal e Abel Silva em “Depois só canções do Jobim” e de “Pega esse sambete aí”, Menescal, Jotabê e Reginaldo Mil, que recebe uma inspirada releitura.

 

Respiro, Scalene

Na definição mais simples do dicionário, respiro é o ato ou efeito de respirar. Mas também pode significar, por metáfora, algo como uma folga, um descanso, uma trégua. Todas essas descrições dizem muito a respeito do novo álbum da banda Scalene. Quarto trabalho de estúdio do quarteto brasiliense, “Respiro” foi gerado como reação aos tempos inflamados em que estamos submersos. Todas as 13 faixas do álbum, incluindo nessa conta dois interlúdios instrumentais, foram escritas em movimento oposto à tensão e ao descontrole que comandam nosso cotidiano. O álbum que marca os dez anos de carreira da banda traz as participações de Hamilton de Holanda, Xênia França e Ney Matogrosso.

 

Literatura | Prólogo, Ato, Epílogo, Fernanda Montenegro

A grande dama dramaturgia brasileira, às vésperas de suas nove décadas de vida, narra suas memórias numa prosa afetiva, cheia de inteligência e sensibilidade. Na turma de jovens que circulavam pela rádio, começo de sua trajetória, estava Fernando Torres, que ela reencontrou nos ensaios da peça “Alegres canções na montanha”, quando começaram a namorar. Fernando largou a Panair, Fernanda largou a Berlitz, e o casal se entregou de corpo e alma à arte, paixão de uma vida. Constituíram uma família e realizaram juntos um sem-número de peças, ao lado dos principais nomes do teatro brasileiro. Em páginas de grande emoção, ela relembra os desafios de criar os filhos sobrevivendo como artistas; a busca permanente pela qualidade; a persistência combativa durante os anos de chumbo; a capacidade de constante reinvenção; a morte de Fernando; o inesperado sucesso internacional nos anos 1990 e a devoção por esse país.

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