Esporte& – Semana de Vela de Ilhabela tem versão virtual para compensar a proibição nas águas

Da redação
JOGANDO JUNTOS

O gaúcho Phillipp Grochtmann levou a melhor na regata virtual final. A pandemia do coronavírus impediu a realização da maior regata náutica da América do Sul.

Os organizadores da Semana Internacional de Vela de Ilhabela realizaram a 47a edi- ção do evento, mas dessa vez de maneira virtual. A maior competição náutica da América Latina foi disputa- da de 27 a 30 de julho com provas online por meio do simulador Virtual Regatta, aplicativo oficial da World Sailing.

Além da parte esportiva com mais de 20 regatas inshore, o MIT Talks trouxe referências em vela oceânica, susten- tabilidade e economia para painéis virtuais no estilo TEDx e Sail in Festi- val. A abertura do evento foi no dia 27 de julho, às 19h.

Em carta enviada à comunidade da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, Mauro Dottori, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela des- tacou a importância da competição, considerada a grande festa da vela nacional. “Em maio, comuniquei o cancelamento físico competição. Foi com muita dor no coração, mas tam- bém com muita responsabilidade. Também falei que teríamos novidades pela frente. E chegamos a este forma- to”, anunciou.

A Semana Internacional de Vela de Ilhabela seguiu todas as orientações das autoridades brasileiras no combate à COVID-19. Todas as atividades foram feitas remotamente, inclusive as palestras e a canoa de cerveja.

O evento online reuniu 76 partici- pantes, que competiram em 20 rega- tas virtuais. Os percursos simulavam os de cidades como Auckland (Nova Zelândia), Mallorca (Espanha), Mar- selha (França) – esta última sediará as provas de vela da Olimpíada de Paris, em 2024. O gaúcho Phillipp Grocht- mann levou a melhor na regata final, disputada em um percurso que simu- lava a raia olímpica do Rio de Janeiro. Para Grochtmann, já serviu para dar um “gostinho” dos Jogos. O veleja- dor disputará vaga para representar o Brasil na capital francesa em 2024, na classe laser, a mesma em que Robert Scheidt se sagrou bicampeão olímpi- co em 1996 e 2004.

“É um barco bem típico da vela do Brasil. Fiquei em segundo no Brasi- leiro [de laser] do ano passado e ter- ceiro no deste ano. Meu planejamento é treinar bastante para a Copa Brasil e conseguir disputar alguns campeonatos internacionais para conseguir ritmo de regata”, relatou o gaúcho à Agência Brasil.

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