Especial

Felicio Ramuth, prefeito de São José dos Campos

Uma cidade que seja cada vez mais acolhedora, inclusiva, que planeje o seu  desenvolvimento com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, oferecendo oportunidade para todos. Uma cidade moderna, conectada, que estimule a ocupação dos espaços públicos com arte, cultura e lazer, onde nós, os mais de 710 mil moradores, possamos continuar dizendo com orgulho que bom, bom mesmo é viver em São José.

Nesses 252 anos do aniversário, São José tem bons motivos para comemorar, olhando para o futuro com mais otimismo e esperança. Quando assumimos a gestão há dois anos e meio, a Prefeitura tinha dívidas com fornecedores e falta de credibilidade porque
não pagava em dia. Conseguimos negociar todas as dívidas, pagar os atrasados e fazer com que a cidade retomasse o seu desenvolvimento.

Nesse ano, só para Saúde e educação vamos investir R$ 1,3 bilhões, para melhorar o atendimento. Na área da segurança, inovamos com a implantação de 100% da frota
de carros elétricos para a Guarda Municipal e instalação de lâmpadas de led, mais potente e econômicas, por toda a cidade.

Todas as nossas obras que estão em andamento como a Via Cambuí, Arco da Inovação-Ponte Estaiada, Arena Esportiva, reforma do Teatrão, e construção de creches e escolas, têm dinheiro em caixa para serem concluídas. Fazer do jeito certo, com respeito
ao dinheiro público, é o principal desafio que enfrentamos no dia a dia. Recentemente lançamos o projeto Linha Verde, aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal, que vai
transformar o desenvolvimento de São José nos próximos anos, interligando as regiões sul e leste. O projeto tem como base o desenvolvimento urbano e centralidades, transporte rápido de massa, sustentabilidade, anel viário leste e habitação de interesse social.

Sabemos que temos muito para fazer e continuaremos acordando cedo, dormindo tarde e arregaçando as mangas para ajudar a construir a cidade dos nossos sonhos. Uma cidade
que precisa da contribuição de todos nós, poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e população, para ser o melhor lugar para se viver.

Robertinho da Padaria, presidente da Câmara de São José dos Campos

O que eu espero de São José no futuro é uma cidade cada vez mais comprometida com o
desenvolvimento econômico aliado à qualidade de vida, com a valorização da juventude, do esporte e da educação. No nosso trabalho à frente da Câmara e como vereador, temos nos esforçado para construir esta perspectiva de um futuro promissor. Acredito muito na nossa juventude como força motivadora deste processo de melhoria contínua da cidade. Se dermos as ferramentas necessárias aos jovens, hoje, estaremos certamente construindo a cidade que desejamos no futuro.

Por isso, batalhei pela aprovação do Pró-estudo, que troca a dívidas de instituições de ensino com a prefeitura por bolsas de estudo para alunos sem condições de pagar a faculdade. São 722 jovens beneficiados, que terão a formação necessária para obter
empregos qualificados e planejar uma vida em família com dignidade. Desde o meu primeiro mandato, também tenho sido um defensor da ampliação de oportunidades para nossos jovens no esporte.

O Atleta Cidadão, que há 20 anos oferece formação esportiva às nossas crianças, já avançou bastante e deve ser valorizado. Por isso, defendo que o programa incorpore crianças mais jovens, por meio de uma inserção lúdica no esporte, lado a lado com a educação de base. Nossa população também tem direito a uma cidade que pensa e planeja o seu próprio futuro. Acredito que a Câmara tem um papel fundamental neste processo com a nova Lei de Zoneamento. É essencial a participação popular e a análise criteriosa
das propostas de planejamento urbano encaminhadas pelo Executivo. Outra questão importante é a mobilidade. São José debate nesse momento, com a população, um novo modelo de transporte público, o qual deve priorizar o deslocamento dos moradores
de forma mais ágil, confortável e econômica.

Acredito muito no potencial de São José, que chega aos 252 anos, como uma cidade acolhedora e de oportunidades, onde nasci e construí minha vida profissional e familiar.  Uma cidade que nos orgulha. Somos referência em qualidade de vida no país e o nosso
desafio é trabalhar para avançar ainda mais. Esse é o meu compromisso como vereador e presidente da Câmara de São José dos Campos.

Marco Antonio Raupp, ex-ministro da Ciência e Tecnologia e diretor-geral do Parque Tecnológico São José dos Campos

O Parque Tecnológico São José dos Campos (PqTec) é uma consequência da história de
São José dos Campos e caracteriza bem a vocação da cidade: a de unir o universo acadêmico, de pesquisa e desenvolvimento, com a indústria, que traduz o conhecimento em bens com valor de mercado. São José tem uma tradição em pesquisa, especialmente no setor aeroespacial e de defesa e em áreas correlatas, como TIC (tecnologia da informação e comunicação). E tem um grande exemplo de transferência de inovação e conhecimento para o setor produtivo: a criação da Embraer, que surgiu como um projeto dentro do DCTA.

Isso faz com que a população quevive em São José entenda o valor da pesquisa. Sabemos que o conhecimento pode se transformar em bens com valor econômico, para o benefício
de todos. O Parque Tecnológico surge na cidade com a missão de consolidar essa tendência, para que estimule esse tipo de cooperação, em que o conhecimento é transferido para o setor produtivo. Procuramos executar isso da melhor forma possível no Parque. A proposta do PqTec é a de transpor o sucesso de pesquisa nos setores tradicionais na cidade para outras áreas, de acordo com as demandas das instituições que se instalam no local. Consolidou-se na sociedade joseense a ideia de que pesquisa pode ser um bom negócio. Esse é o papel do Parque, que surge com a demanda de setores avançados, que têm a necessidade de manter sua sustentabilidade e a sua competitividade por meio de
um ambiente de pesquisa e inovação. Nesse sentido, o PqTec se coloca no papel de estimular e facilitar a cooperação com as empresas.

Hoje se discute o futuro de São José. Qual é a vocação da cidade? É verdade que está se tornando um grande centro de serviços, mas não será só uma cidade de serviços. É preciso aproveitar a experiência e o legado de ter sido um polo industrial importante para o país.
É preciso renovar essa indústria, para que ela cresça e se sustente. A indústria moderna, a chamada indústria 4.0, precisa desse ambiente para crescer e é fundamental ter um ambiente de criatividade, representado na cidade pela ação do Parque Tecnológico.

Parque pode ser um exemplo do quanto a indústria moderna pode contribuir para o crescimento da cidade. Em um ambiente econômico que não cresce, vimos nosso microambiente crescer. O Parque teve um aumento em dois anos de 62% no número de vagas de emprego nas instituições residentes. Em janeiro de 2017 eram 1.195 postos de
trabalho; em dezembro de 2018, tínhamos 1.941 postos de trabalho. Isso significa que há futuro na atividade de indústria moderna, que usa tecnologia e inovação no desenvolvimento de produtos, e que vale a pena investir nesse modelo.

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