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Unificação de cartórios e varas tem agilizado a finalização de processos e melhorado atendimento dos usuários

Jefferson Santos - Da Redação

Cartório do Futuro: atendimento humanizado e produtividade eficaz

Você já precisou de atendimento em cartório judicial? Sua experiência foi boa? Certamente,
em alguns casos, a expectativa talvez não tenha sido atingida, não é Unificação de cartórios e varas tem agilizado a finalização de processos e melhorado atendimento dos  usuários Cartório do Futuro: atendimento humanizado e produtividade eficaz mesmo? Em conformidade com o que se espera do Poder Judiciário, as Unidades de Processamento Judicial (UPJ), também chamados de cartórios do futuro, devem mudar esse sentimento de distanciamento que existe a entre o cidadão e os serviços prestados pela Justiça. Há quase dois anos, a qualidade no atendimento e produtividade na resolução de processos é realidade na UPJ instalada no Fórum de São José dos Campos.

Os cartórios do futuro resumem-se na unificação de vários ofícios judiciais em uma única unidade judicial, cuja finalidade é a padronização e melhoria no desempenho das atividades judiciais. Na comarca de São José, o projeto foi implantado em dezembro de 2017 e  unificou os quatro primeiros ofícios cíveis em um único espaço, chamado de Unidade de Processamento Judicial (UPJ).

“Que atendimento humanizado,
foram muito atenciosos.
Deram-me todos os caminhos que devo seguir e com
muita paciência e honestidade”

Delma Beckmamn Reis.

Com essa junção, o processamento e cumprimento das determinações judiciais passaram a ser padronizados, o que importou em maior funcionalidade no tocante ao cumprimento administrativo-judicial dos atos jurisdicionais, consistentes em despachos, decisões e
sentenças. Nesse contexto, o método implementado veio, basicamente, eliminar
os gargalos que antigamente existiam, em termos funcionais, entre as etapas de decisão judicial e a implementação administrativa destas, como informa o juiz titular da 3ª vara cível e corregedor da UPJ de São José, Luís Maurício Sodré de Oliveira. “Um dos problemas recorrentes da Justiça é denominado pela morosidade. O judiciário não consegue fazer frente à demanda que a sociedade pede. Entram muitos processos e a saída das decisões
sempre está aquém do que se espera do Judiciário. Então, além de ser incorruptível e imparcial, espera-se que o Judiciário dê uma solução para o litígio [conflito existente em um processo] no menor tempo possível”, explica.

Na prática, essa padronização e eficiência tem gerado efeito positivo na UPJ de São José dos Campos. De acordo com dados repassados pela própria unidade, desde início de seu funcionamento, entraram 22.406 processos e foram finalizados 30.201, gerando um superávit de 7.795 autos extintos. Além da produção alinhada a uma filosofia de eficiência e cumprimento de metas, a equipe da Unidade de Processamento Judicial de São José dos
Campos desempenha um papel fundamental, para que esse resultado seja atingido. Essa conquista, no entanto, não poderia ser alcançada se não fosse também pelo amor e desejo de fazer a diferença transmitido pela coordenadora da UPJ de São José, Maria Madalena
Guerra Drummond. Há 27 anos trabalhando para o Tribunal de Justiça, Madalena trata a
todos e, principalmente, o cidadão que está em busca de auxílio, com muita empatia. Para ela, as pessoas não são ‘mais uma’; pelo contrário, são seres humanos que merecem o respeito e a excelência no atendimento.

“Quando abracei as quatro varas [ela antigamente era Diretora do Terceiro Ofício Cível de São José] eu queria igualar e gostaria de dar essa resposta àquele que busca, ansiosamente, pela Justiça. Na minha concepção você resolver o problema da angústia daquela pessoa que está do outro lado, colocar- -se no lugar dela, é muito importante. É
justamente isso, você entender e se colocar no lugar daquele. Para mim justiça é isso: celeridade, efetividade, qualidade e produtividade. Buscar atender ao anseio daquele que procura a Casa da Justiça”, ressaltou.

“Na minha concepção,
você resolver o problema
da angústia daquela pessoa
que está do outro lado,
colocar-se no lugar dela, é
muito importante”

Maria Madalena Guerra Drummont,
coordenadora da UPJ de São José

As pessoas que recebem atendimento na UPJ de São José sentem esse tratamento especial, como é o caso de Delma Beckmamn Reis, moradora de Piquete. Com dúvida sobre como prosseguir em relação a um problema judicial, Delma procurou esse atendimento e saiu satisfeita.  “Que atendimento humanizado, foram muito atenciosos. Deram-me todos os caminhos que devo seguir e com muita paciência e honestidade.
Cheguei aqui toda nervosa e me acalmaram e me deram todos os caminhos, excelente”, avaliou.

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